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Dez 08

Não é nossa intenção que o Blog seja só de corridas e caminhadas estamos abertos a todas correntes de expressão, como por exemplo está que vamos dar inicio.

Pensamos nós que esta é a que se perde no tempo "O MADEIRO".

O Sociólogo António Cabanas numa breve resenha histórica escreve assim no Jornal do Fundão de 18.12.08.

Numa viagem pela história, recorda que "esta tradição perde-se na penumbra dos tempos. A tradição do madeiro vem do culto do fogo e o culto do fogo é um culto antiquíssimo, pré-histórico. Hoje é fácil fazer lume, basta riscar um fósforo ou acender um isqueiro. Mas noutros tempos não era assim. Para se fazer fogo era preciso esfregar uma pedra na outra ou em madeira e depois tinha que se manter". Na antiga Grécia fala da "deusa do fogo" e das "afrodites" uma espécie de "sacerdotisas que guardavam o fogo em determinados locais bem persrvados para que este estivesse sempre disponível para as pessoas poderem usar.

Uma "tradição muito antiga que ao longo do tempo se foi associando a outras práticas. Associou-se ao solstício de Inverno.

Na Beira Baixa, manda a tradição que nas últimas décadas associou-se à iniciação dos jovens, a ida às sortes (inspecção militar) se juntem e vão pelos campos fora a fim de arrancarem o "madeiro" (grossos e volumosos troncos velhos das sobreiras secas) sejam transportados para o Adro da Igreja, para aquecer o Menino.

É tempo de expurgar as mágoas. Como se tudo o que de mau também tivesse que ser consumido neste braseiro comunitário. É o fogo das reminiscência de tempos perdidos na memória de uma curta e sentida jornada de lembrança e de desejos de prosperidades vindouras.

Venha daí esse brinde!

O madeiro já arde na Beira.

   

publicado por Real Academia às 19:11

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